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Autor Mensagem
LOW Fl
Veterano
# Enviado: 6/set/05 10:17


E a mãe entrou na briga
por Pedro Doria

Uma das processadas pelas gravadoras é uma senhora descendente de italianos, mãe de cinco filhos, que resolveu reagir

Nos últimos dois anos, o conjunto das grandes gravadoras multinacionais fez dos EUA palco para sua mais violenta ofensiva contra o que chama de pirataria eletrônica. O alvo são os usuários de sistemas como o falecido Napster, os atuais Kazaa, eDonkey e quetais que servem à troca de música pela internet. Sondando tais redes, os técnicos das gravadoras fizeram o levantamento de vários nomes e algumas provas circunstanciais e dispararam, até agora, pouco mais de 13 mil processos.

Uma das processadas pelas gravadoras é uma senhora descendente de italianos, mãe de cinco filhos -o mais novo tem 6, o mais velho, 19-, divorciada, 42 anos. Patricia Santangelo usa computador e internet com alguma fluência, em geral por conta do trabalho numa agência de corretores imobiliários, mas não é raro que apareça nos fóruns de cultivo de tulipas.

O que ela jamais fez foi trocar música pela internet. Quando recebeu a notificação, primeiro ficou lívida, depois foi ver do que se tratava, interrogou os filhos, descobriu que de fato estava lá um Kazaa instalado na máquina de casa e que a conta registrada para uso estava em nome do amigo de um dos garotos.

Quem recebeu a notificação judicial, os tais mais de 13 mil, mesmo tendo pouco a ver com a história, teve medo de um litígio longo, da conta dos advogados e da improbabilidade de vencer um conglomerado de marcas do tipo que aparecem nos outdoors de todo o mundo, não importa que país. Patricia Santangelo, não, ela achou que era abuso.

"Eu estava mesmo querendo ver uma mãe entrando numa briga dessas", disse o juiz, quando percebeu que não haveria acordo que impedisse o processo. Os outros 13 mil tiraram do bolso uns US$ 4.000 cada para se livrar do fantasma. A Fundação da Fronteira Eletrônica, ONG que há mais de dez anos luta pelas liberdades no mundo online, se dispôs a ajudar nos custos do processo. E o escritório de advogados Beldock Levine & Hoffman, que vai representá-la, pôs um blog no ar para discutir a causa em recordingindustryvspeople. blogspot.com/. O nome do blog é Gravadoras contra o Povo.

Porque é mais ou menos assim que os principais críticos vêem a ação das gravadoras: estão dando um tiro no pé, processando justamente quem mais gosta de seu produto. É um momento crítico para as gravadoras, elas o sabem. Boa parte de sua razão de existência é o controle sobre a distribuição de discos por lojas em cada esquina; outra boa parte é a massiva quantidade de dinheiro que entorna em publicidade, incentivado compradores e convencendo lojistas a estocar mais de seu produto. É um processo que sufoca pequenas gravadoras; capitalismo tem disso.

O problema é que o capitalismo é mau, mas tem lá seus anticorpos e, quando uma prática é nociva e impede a livre circulação e diversidade de mercadoria, uma tecnologia ou uma sacada invariavelmente surge e põe o jogo monopolista por terra. Música em MP3 distribuída pela internet não tem necessidade de disco, caixa, caminhão e loja na esquina. E a propaganda de boca-a-boca eletrônica faz surgir gente nova sem megashow, videoclipe ou jabá na rádio FM.

Quando as grandes gravadoras conseguirem proibir todos de trocar suas músicas, se conseguirem, verão que todos continuarão a trocar música pela rede. Só que não será mais música sob controle das multinacionais. Pela internet, um mundo musical independente está sendo descoberto...

Fonte: REvista da FOlha 04/09/2005

Senhor Marine
Veterano
# Enviado: 6/set/05 14:19
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LOW Fl
Ninguém teve paciência de ler hein?

Space Ace
Veterano
# Enviado: 6/set/05 14:23
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eu li mas não entendi porra nenhuma. a mãe baixava musica e pos a culpa no filho? o filho que usava e a mae nao sabia?

stratopeido
Veterano
# Enviado: 6/set/05 14:35
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q texto d merda, q eu tenho haver se a mae e descendente d italianos, e q relevancia isso tem no texto? pior ainda é a "o capitalismo é mau" e ainda consegue relacionar isso com anticorpos "??" q comparacao absurda

Mas quero q essas gravadoras se fodam mesmo, é inevitavel o compartilhamento d musicas no futuro, entao o maximo q eles ganham fazendo isso é acelerar o processo d falencia, "um tiro no pe"

Spectrum
Veterano
# Enviado: 6/set/05 14:38
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texto podre.ok.

heathcliff
Veterano
# Enviado: 6/set/05 15:39
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Elas tem que aceitar o prezuíjo e abaixar os preços. Ou é isso ou elas vão a falência.

Lombriga15
Veterano
# Enviado: 6/set/05 16:33
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li

Jack Malmsteen
Veterano
# Enviado: 6/set/05 16:36
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Que texto de merda

fernando tecladista
Veterano
# Enviado: 6/set/05 21:06
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eu li e gostei desta parte:

das gravadoras estão dando um tiro no pé, processando justamente quem mais gosta de seu produto

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