Pardal Veterano |
# Enviado: 24/set/08 16:05 Votar
eusebio
Mas esses não precisavam estrutrar graficamente a música, faziam músicas que iam até 30 minutos ao vivo no puro improviso (Sister Ray), que experimentava com atonalidade, distorção extremamente alta, entre outras coisas.
De fato, a maior novidade foi colocar as experiências da vanguarda modernista em minimalismos, atonalismos, neo-modalismos, e experiências acúsitcas na música popular, para todo mundo ouvir. Improviso de 30 minutos você acha muito? "A Paixão segundo São João", de Bach, são três horas em que o cravista tem de improvisar o tempo inteiro, não há nenhuma novidade em grandes improvisos.
E conseguir ou não fazer essas partituras eu não acho o mais importante, você pode criar o que você quiser, mas o que importa é a alma que você coloca, o quanto de você mesmo entra na música. Isso é o importante.
Sem dúvida. Mas a grafia é importante para perpetuar isso sem precisar que alguém com outro ouvido cabuloso ouça e tire pra você, ou sem ouvido cabuloso gaste meses nisso. Mas música é expressão humana, e não literatura sonora. Isso, sem dúvida.
Dogs2
Veja só como são as coisas, vc leu o artigo do muleque e viu quais são suas influências? Entre elas estão IGOR STRAVINSKY, que curiosamente não tinha lá um ouvido tão maravilhoso assim e seja considerado por todos o verdadeiro gênio de pelo menos 2 séculos atrás, apesar de tudo
Eu achava que Stravinsky era do final do século XIX até meio do século XX...
De fato, a capacidade e habilidade mental dele não querem dizer que ele será um gênio musical. Mas ele já está desenvolvendo sua musicalidade, o que quer dizer que temos grandes chaces de uma nova música surgir em algum tempo por aí...
Eu sei, mas ultimamente sempre tem surgido nos EUA, nem na Europa surge mais... o que eu acho NÃO é que nos EUA surgem mais gênios, mas sim que há um certo fuzuê não só por conta da capacidade do garoto, mas também por conta da nacionalidade. É OUTRO fator que colabora (na minha opinião) com o que chamaram nesse tópico de "estardalhaço"
Infelizmente, nisso tenho que concordar. Existiram outros genios em outras épocas, mas notoriedade mesmo é mais difícil. Mas isso não é erro dos EUA, é erro do resto que não valoriza muito os talentos que tem. De fato, exageros serão ruins ao próprio garoto, pela pressão que vai receber e talz, mas pelo menos é algum reconhecimento.
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eusebio Membro |
# Enviado: 24/set/08 18:51 Votar
Pardal
Mas não se usava isso no rock. Não antes deles. As únicas improvisações que existiam eram talvez Hendrix, Grateful Dead ou Cream tocando um blues, e só. Não havia nada como o som caótico e o hedonismo da letra, que trazem muita influência de livros como Naked Lunch e Last Exit to Brooklyn.
Agora, sobre o garoto, legal ele desenvolver isso cedo, mas não acredito que ele vá inovar muito em termos de música. Mas eu posso estar errado.
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